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terça-feira, 24 de agosto de 2010

AS CARTAS PATRIMONIAIS


Desde há muito tempo, medidas administrativas foram adotadas em antigos impérios e reinos para a proteção de edificações importantes para a suas sociedades.

A partir do século XIX um pensamento mais estruturado sobre a proteção do patrimônio cultural começa a ser organizado. Mas somente no início do século XX que posturas, legislações e atitudes mais abrangentes e concretas são postas em prática.

Em 1931, surge a Carta de Atenas, que discute a racionalização de procedimentos em arquitetura e propõe normas e condutas em relação à preservação e conservação de edificações, para terem caráter internacionais e para garantirem a perpetuação das características históricas e culturais nos monumentos a serem preservados.

As técnicas e as teorias dominantes a cada momento da evolução do pensamento preservacionista, muitas vezes possibilitaram a descaracterização de prédios de valor histórico, ao permitirem certas adaptações de técnicas construtivas ou ao consentirem na modernização de instalações para a readequação dos espaços às demandas da vida moderna.


Os documentos gerados inicialmente, em geral, não têm maior grau de observância com a explicitação de detalhes para o restauro ou para outras intervenções nos monumentos de patrimônio histórico.


Assim, com a evolução do pensamento e frente a avaliações de casos ocorridos, outras regulamentações e orientações foram sendo editadas, no esforço de controle das modernizações que eram introduzidas pelas intervenções, e para o equacionamento de diretrizes de resgate da memória e da cultura na conservação do patrimônio edificado.


Uma maior e mais criteriosa abordagem sobre restauro aconteceu em 1964 com a elaboração da CARTA DE VENEZA - Carta Internacional do Restauro.


As cartas ao longo do tempo, permanecem atuais e são complementadas por novas normas e recomendações que nos descortinam novos ou mais amplos procedimentos na preservação do patrimônio cultural.

Muitas Cartas, Recomendações e Leis propõem tipos de atitudes em relação aos bens patrimoniais, que é necessário analisar os conceitos nelas contidos para uma atitude consciente na adoção de políticas preservacionistas do patrimônio.


RELAÇÃO DAS CARTAS PATRIMONIAIS E SEUS OBJETIVOS ESPECÍFICOS


1- Carta de Atenas - Sociedade das Nações - outubro de 1931

Conclusões Gerais e Deliberações da Sociedade das Nações, do Escritório Internacional dos Museus, de outubro de 1931.

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2- Carta de Atenas - CIAM - novembro de 1933

Generalidades, diagnósticos e conclusões sobre os problemas urbanísticos das principais e grandes cidades do mundo, apurados pelo Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, em Atenas, novembro de 1933.

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3- Recomendação de Nova Delhi

9º Sessão da Conferência Geral das Nações Unidas, ocorrida em 05 de novembro de 1956.

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4- Recomendação Paris 1962

12ª Sessão da Conferência Geral das Nações Unidas, de 09 de novembro a 12 de dezembro de 1962.

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5- Carta de Veneza

II Congresso Internacional de Arquitesto e técncios de Monumentos Históricos, em maio de 1964.

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6- Recomendação Paris 1964

13ª Sessão da Conferência Geral das Nações Unidas, em 19 de novembro de 1964.

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7- Normas de Quito

Reunião sobre Conservação e Utilização de Monumentos e Lugares de Interesse Histórico e Artístico em nov/dez de 1967.

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8- Recomendação Paris 1968

15ª Sessão da Conferência Geral das Nações Unidas, de novembro de 1968.

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9- Compromisso Brasília 1970

I Encontro de Governadores de Estado, Secretários Estaduais da Área Cultural, Prefeitos de Municípios Interessados e Presidentes e Representantes de Insituições Culturais, de abril de 1970.

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10- Compromisso Salvador

II Encontro de Governadores para a Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico e Natural do Brasil de outrubro de 1971.

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11- Carta do Restauro

Carta do Restauro, do Ministério da Instrução Pública do Governo da Itália, de 06 de abril de 1972.

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12- Declaração de Estocolmo

Assembléia Geral das Nações Unidas de 05 a 16 de junho de 1972.

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13- Recomendação Paris 1972

Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural de 16 de novembro de 1972.

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14- Resolução de São Domingos

I Seminário Interamericano sobre Experiências na Conservação e Restauração do Patrimônio Momumental dos Períodos Colonial e Republicano, pela OEA, de dezembro de 1974.

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15- Declaração de Amsterdã

Congresso do Patrimônio Arquitetônico Europeu de outubro de 1975.

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16- Manifesto Amsterdã

Carta Européia do Patrimônio Arquitetônioco - Ano do Patrimônio Europeu, outubro de 1975.

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17- Carta do Turismo Cultural

Seminário Internacional de Turismo em 8 e 9 de novembro de 1976.

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18- Recomendações de Nairóbi

19ª Sessão da UNESCO ocorrida em novembro de 1976.

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19- Carta de Machu Picchu

Encontro Internacional de Arquitetos ocorrido em dezembro de 1977.

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20- Carta de Burra

Conselho Internacional de Momunmentos e Sítios, realizado na Austrália, em 1980.

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21- Carta de Florença

Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, em maio de 1981.

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22- Declaração de Nairóbi

Assembléia Mundial dos Estados de 10 a 18 de maio de 1982, no Quênia.

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23- Declaração Tlaxcala

3º Colóquio Interamericano sobre a Conservação do Patimônio Monumental de outubro de 1982.

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24- Declaração do México

Conferência Muncial sobre as Políticas Culturais, de 1982.

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25- Carta de Washington 1986

Carta Internacional para a Salvaguarda das Cidades Históricas de 1986.

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26- Carta Petrópolis

1º Seminário Brasileiro para Preservação e Revitalização de Centros Históricos, em 1987.

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27- Carta de Washington 1987

Carta Internacional para a Salvaguarda das Cidades Históricas de 1997.

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28- Carta de Cabo Frio

Encontro de Civilizações nas Américas, em outubro de 1989.

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29- Declaração de São Paulo

Por ocasião da Jornada Comemorativa do 25º aniversário da Carta de Veneza em 1989.

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30- Recomendação Paris 1989

25ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO - Recomendação sobre a Salvaguarda da Cultura Tradicional e Popular de 15 de novembro de 1989.

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31- Carta de Lausanne

Carta para Gestão e Proteção de Patrimônio Arqueológico, de 1990.

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32- Carta do Rio

Conferência Geral das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Sesenvolvimento de 13 a 14 de junho de 1992.

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33- Conferência de Nara

Conferência sobre a autenticidade em relação à Convenção do Patrimônio Mundial, de 06 de novembro de 1994.

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34- Carta Brasília 1995

Documento Regional do Cone Sul sobre Autenticidade, em 1995.

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35- Recomendação Europa de 1995

Recomendação Europa de 11 de setembro de 1995, sobre a conservação integrada das áreas de paisagens culturais como integrantes das políticas paisagísticas, adotada pelo Comitê de Ministros por ocasião do 543º encontro de vice-ministros.

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36- Declaração de Sofia

Declaração de Sofia de 09 de outubro de 1996, elaborada durante a XI Assembléia Geral do ICOMOS.

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37- Declaração de São Paulo II

Recomendações brasileiras à XI Assembléia Geral do ICOMOS, de 1996.

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38- Carta de Fortaleza

Seminário: Patrimônio Imaterial - Estratégias e Fomas de Proteção, ocorrido de 10 a 14 de novembro de 1997.

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39- Carta de Mar del Plata

Documento do Mercosul sobre Patrimônio Intangível, de junho de 1997.

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40- Cartagenas de Índias - Colômbia

Decisão 460 sobre proteção, recuperação de bens culturais do patrimônio arqueológico, histórico, etnológico, paleantológico e artístico da Comunidade Andina, de 25 de maio de 1999.

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41 - Recomendação Paris 2003

32ª Sessão da Conferência Geral das Nações Unidas, de 17 de outubro de 2003 - Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

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42 - Carta de Pero Vaz de Caminha

Primeira obra litetária brasileira. Relata o descobrimento e descreve os primeiros contatos com a terra e seus habitantes.

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LEIA NA INTEGRA:

http://portal.iphan.gov.br/portal/montarPaginaSecao.do?id=12372&retorno=paginaLegislacao