O escritório dinamarquês BIG foi o vencedor do Concurso Internacional para o projeto da Biblioteca Nacional do Cazaquistão, a ser construída em Astana, capital do país. O concurso reuniu 19 concorrentes, entre os quais os escritórios de Norman Foster e Zaha Hadid. A decisão sobre o projeto premiado coube a uma comissão julgadora que incluiu, além de arquitetos, o primeiro-mistro do Cazaquistão. A edificação terá área de aproximadamente 33.000m2.
Segundo Bjarke Ingels, arquiteto responsável pelo projeto, “o projeto da Biblioteca Nacional combina quatro arquétipos universais relacionados ao tempo e ao espaço, em torno de um símbolo nacional: o círculo, a rotunda, o arco e o “yurt” (tipologia habitacional tradicional, em forma de tenda, característica de países da ásia central) são combinados em uma nova forma. A clareza do círculo, o pátio da rotunda, a idéia de passagem associada ao arco e a silhueta leve do yurt são combinados para criar um novo monumento nacional, ao mesmo tempo local e universal, contemporâneo e atemporal, ao mesmo tempo único e arquetípico”.
Segundo os promotores do evento, por se tratar de uma instituição de referência no país e que representará a identidade Cazaquistã, o projeto da biblioteca vai além do desafio arquitetônico. A Biblioteca Nacional deverá não apenas armazenar registros sobre a tradição e a história do país, mas também servir de base para o futuro da nação e de sua nova capital. Será um centro cultural, intelectual e multifuncional, que terá como primeiro objetivo refletir a afirmação e a soberania do Cazaquistão, sua história política, assim como seu desenvolvimento.
Segundo Thomas Christoffersen, coordenador de projeto do BIG, “uma biblioteca nada mais é do que um arquivo eficiente de livros… e um caminho para que o público possa acessá-los.”
Segundo os arquitetos, “o arquivo é organizado de forma circular, como um “ciclo do conhecimento”, cercado por luz e ar dos dois lados. A idéia do círculo permite uma orientação intuitiva em relação à grande e crescente coleção de livros, revistas, filmes e diversos tipos de mídia. Assim como na “fita de Mobius” (um espaço topológico caracterizado pela torção da superfície), o programa voltado para o público se movimenta do interior para o exterior, da base para o topo, proporcionando perspectivas espetaculares sobre o entorno e sobre o panorama da cidade em crescimento”.
“A Fita de Mobius”
“São duas estruturas articuladas: o círculo e o espiral, criando um edifício que sai da organização horizontal e parte para a organização vertical dos espaços, em sobreposição e ao mesmo tempo por meio de organização diagonal. O resultado é uma combinação de hierarquia vertical e conectividade horizontal, somadas a perspectivas em diagonal. Essa composição e combinação de espaços é coberta por uma pele contínua, que se forma como uma “fita de Mobius”, na qual as fachadas se movimentam de dentro para fora e vice-versa.”
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Ficha Técnica
Biblioteca Nacional do Cazaquistão
Área: 33.000m2
Cliente: Presidência do Cazaquistão
Concurso Internacional
Projeto de Arquitetura – 1° lugar: BIG
Arquiteto Responsável: Bjarke Ingels
Coordenador de Projeto: Thomas Christoffersen
Colaboração: ARUP AGU
Equipe: Amy Campbell, Jakob Henke, Johan Cool, Jonas Barre, Daniel Sundlin
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O projeto do Centro Poliesportivo da Universidad de los Andes em Bogotá, na Colômbia, é resultado de concurso e foi projetado por Felipe Gonzalez-Pacheco Mejía (MGP Arquitectura y Urbanismo) em 2009. O objetivo do concurso era solucionar o programa de um edifício que abrigasse atividades esportivas cobertas, e ao mesmo tempo integrar tais atividades aos espaços aberto.
As condições do local, com restrições em virtude de se tratar de uma área de reserva florestal, apresentavam sérios limites de ocupação, o que induziu a uma edificação compacta. A única alternativa encontrada pelos arquitetos foi a sobreposição das atividades. Nessa sobreposição os arquitetos procuraram explorar aberturas nos planos horizontal e vertical, permitindo transparência e integração entre os ambientes e em relação à natureza circundante.
Sob o ponto de vista técnico, um dos pontos fortes da solução arquitetônica foi a opção por implantar a piscina no último nível, o que resultou – segundo os autores – em um sistema estrutural sofisticado em aço e concreto, fazendo com que o volume principal da piscina ‘flutue’ levemente sobre o volume principal do centro esportivo.
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Ficha Técnica:
Autor: Felipe Gonzalez-Pacheco Mejía (MGP Arquitectura y Urbanismo)
Obra: Centro Poliesportivo da Universidad de los Andes
Local: Bogotá, Colombia
Arquiteto Associado: Alvaro Bohorquez
Arquitetos Colaboradores: Camilo Correa, M. Juliana Sorzano.
Ano: Octubre 2009
Área Construida: 6.462 m2
Proprietário: Universidad de los Andes
Construtor: Total S.A.
Fotografía: MGP Arquitectura y Urbanismo.
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